Se eu pudesse voar…
Ia ao cimo das montanhas
Para com os pássaros brincar.
Se eu pudesse voar…
Ia aos sítios mais altos
Com alegria os explorar.
Se eu pudesse voar…
Voaria tão alto
Que tudo poderia alcançar.
Se eu pudesse voar…
Numa bela árvore
Com os pássaros iria cantar.
Se eu pudesse voar …
Pelo mundo iria viajar
Por todos os lados iria passar.
João Francisco Nanita Mourato, 2000
18 de dezembro de 2007
Se eu pudesse voar...
18 de novembro de 2007
As ondas vêm e vão. São força, são vida, são grandeza, mas vêm, e vão. Formam-se, viajam, e viajam e vêm rebentar na areia. Incontáveis ondas, desde sempre, para sempre, que vêm e se vão, levadas pela maré, como se jamais tivessem existido. Mas algumas, pela sua grandeza, ou força, que nos maravilham, fazem-nos desejar que fiquem, que nunca rebentem, e se vão. Mas vão na mesma, porque as ondas vêm, e vão. E quando se vão, não deixam vestígio da sua presença, a não ser o sentimento e a admiração que ficou dentro de nós. Vêm, e vão. Todas voltam ao mar, de onde vieram. Não rebentam e deixam de existir, porque as ondas, que vêm e vão, são água. Quando vão, apenas mudam de forma. A força e grandeza transformam-se em calma, em brandura, como as águas que reflectem o pôr-do-sol. São assim as ondas, vêm, e vão. E assim somos nós também, como as ondas, viemos e vamos. Mesmo que não queiramos. Deixamos a memória, o sentimento dentro de nós, e a força torna-se paz. Pois somos como ondas. Que vêm, e vão. Sabemos que como viemos, também teremos de ir. Mas também sabemos que nos voltaremos a ver...